segunda-feira, 10 de outubro de 2011

John Lennon



Ontem, 9 de outubro, John Lennon faria 71 anos se estivesse vivo.
John Winston Lennon nasceu em Liverpool, na Inglaterra onde foi em busca da fama e conheceu McCartney. Mais tarde o garoto de Liverpo

ol formou a banda que seria conhecida, mundialmente, The Beatles. É claro que todo o planeta terra conhece ele, então vou poupar explicações.


Também, ontem Yoko Ono acendeu uma luz no alto de uma torre em homenagem a John, na Islândia. Mais de mil pessoas se reuniram para cantar Imagine "Espero que a Imagine Peace Tower dê luz aos desejos de paz no mundo, dê inspiração e incentive a solidariedade" afirmou a japa.
The Beatles (No início)

Como era de se esperar, vou indicar dois filmes.
Um é sobre a adolescência e outro sobre a morte de John.

O Garoto de Liverpool (Nowhere Boy)


"Por que Deus não me fez Elvis?" "Porque ele estava te guardando pra ser John Lennon"


O Garoto de Liverpool conta um pouco sobre a infância e adolescência de John, até o início da amizade com Paul. Deixado pela sua mãe, John foi criado pela Tia "Mimi".
John ganhou a primeira guitarra da sua mãe, que também o ensinou a tocar (primeiro com um banjo).

Influenciado pelo rock daquela época (e sim, ele era meio malandrinho segundo o filme mostra) formou uma banda, que não deu certo, sendo assim fez várias mudanças até chegar a fama, sendo reconhecido mundialmente.


E saber que uma das melhores bandas da história começou com três únicas palavras:
"I'm John", "Paul".


Capítulo 27 (Chapter 27)


Esse é macabro. Mesmo assistindo várias vezes não dá pra sacar o que se passava na cabeça do assassino do John.



Mark Chapman foi pra Nova York, em busca de John Lennon (em dezembro de 1980). O que causou a morte de John foram variados motivos que só fizeram sentido pro assassino.
Mark acreditava que o livro "O apanhador no campo de centeio" tinha uma mensagem subliminar, e que no 26º capítulo, último, indicava que John Lennon deveria ser morto.
Outro ponto foi que John teria afirmado que Beatles era mais famoso até que Jesus. Como Mark Chapman era cristão fanático, ficou com certa raiva, sei lá.
Mark não era fã de verdade, mas esperou inúmeras horas na entrada do edíficio e

m NY onde John Lennon e Yoko moravam, esperando para fazer uma coisa que mudaria o mundo.

John e Mark (horas antes do acontecido)

US. Vs John Lennon

Esse é um filme que conta a história de John a favor da paz, durante e depois dos beatles acabar, e também como o presidente dos E.U.A tentava silenciá-lo junto com vários que estavam contra a guerra. John e Yoko eram tão Paz&Amor que intimidavam o governo do U.S. e a CIA.
O filme é um documentário que contém entrevistas de John, após shows, de Yoko e imagens da guerra.

Enfim, mesmo anos após sua morte, John continua vivo entre nós.

"Imagine all the people living life in peace"

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

"Just in love"



Nunca fui chegada em Joe Jonas, com anel de castidade e cabelinho pro lado. Mas parei no tempo e achava que ele continuava assim, ainda boboquinha.
Fui achar teasers do novo clipe dele em Paris, oh la la.
Tá com a carreira solo e muito saidinho pra quem dizia que ia permanecer virgem até o casamento (aham, acredito..), o clipe tá muito amado mas não esperem nada da música (nem um pouco, sério. Esse popzinho estragou o clima parisienseee) .


Olhem que amor:







E essas roupas lindas? que bitch.

Pra vcs que estão just in love!

"Kiss? Oui."

terça-feira, 14 de junho de 2011

Pacóvio

Cretino!
Foi o fim de uma conversa áspera da moça pelo seu telefone celular. Depois daquele "cretino!", dito com aquela força, era de se esperar que a moça jogasse o celular longe, como se estivesse jogando fora o próprio cretino. Mas não. Ela apenas desligou o celular e colocou ao lado da sua xícara de café (ou seria chá?), na mesa. O homem da mesa ao lado certificou-se de que ela estava calma, e não despejaria todo o seu ódio, que pela conversa no celular parecia incluir toda a humanidade, sobre sua cabeça, e comentou:
- Palavra curiosa, né?
- O quê?
- Cretino.
- Por quê ?
- Eu sempre pensei que tivesse alguma coisa a ver com Creta.
- Concreta?
- Não. Creta. A ilha de Creta. Cretino seria alguém de Creta. Que por alguma razão teria a fama de produzir idiotas.
- E não é?
- Não. Fui ver no dicionário. Cretino é quem sofre de cretinismo, uma condição decorrente de problemas na tiroide.
- Não é o caso do meu cretino.
- Eu desconfiei que não era. No dicionário diz que "cretino" também é sinônimo de lorpa, pacóvio...
O telefone tocou. Vivaldi. Ela atendeu rispidamente.
- Quié?
Ouviu por alguns minutos, de cara feia. E ela era linda. Depois disse:
- Sabe o que você é? Um lorpa. Qual é o outro?
- Pacóvio - disse o homem.
- Um pacóvio. Nunca vi um pacóvio igual. O quê? Não, não estou com ninguém. Estou tomando um cappuccino sozinha, pensando em como pude perder meu tempo com um pacóvio como você. Por favor, não me ligue mais.
Ela desligou o telefone. Sorrindo. Ele perguntou:
- Marido?
- Deus me livre.
- Namorado?
- Não é mais.
- Posso lhe pagar outro cappuccino?

***

Mais tarde, já na cama, ela distraída, ele perguntou se ela estava pensando no namorado.
- Não, não. Acabou.
- O que foi que ele fez, afinal?
- Nada. Pacovice geral. Na verdade não nos entendemos desde o início. Ele é bonito. Mas sabe aquele tipo que tem os bíceps na cabeça? É ele. Não podia dar certo.
- Ainda mais com o Vivaldi.
- Como, Vivaldi?
- É o que toca no seu celular. Vivaldi. Uma das quatro estações. Tenho uma tese de que se pode saber tudo sobre uma pessoa pelo que ela escolhe para tocar no seu celular. Uma vez rompi o namoro com uma mulher quando descobri que o celular dela tocava Wagner. Achei que seria perigoso. Já uma mulher que escolhe Vivaldi...
- Não é para qualquer cretino.
- Definitivamente não.
.
. .
..............................................................................Luís Fernando Veríssimo

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Eduardo e Mônica

Acredito que vocês todos conheçam a música clássica "Eduardo e Mônica" da banda Legião Urbana. E em parceria com a produtora 02 Filmes, a Vivo prestou uma homenagem a essa querida, saudosa, nostálgica, etc., etc., música. :D
Muito bonitinho o video. Assistam. :D

terça-feira, 24 de maio de 2011

Bob Dylan


Robert Allen Zimmerman, Bob Dylan, é um cantor americano.
Com suas músicas folk ele foi uma das maiores influências pra música desde os anos 60, e hoje ele faz 70 anos!
Eu nunca soube muito sobre a vida de Dylan, mas sempre admirei muito. Meu pai sempre teve cds e filmes sobre a vida dele. Até que um dia eu assisti e ouvi. Sem mentiras, me fez ter uma sensação muito boa. Sei lá, é um tipo sincero de música, em que tu realmente sente o que o cantor tenta retratar.

Já perceberam que amo indicar filmes né? Aqui vão mais dois:

Não Estou lá

Christian Bale, Cate Blanchett, Marcus Carl Franklin, Richard Gere, Heath Ledger e Bem Wishaw.
A trilha sonora é muito boa, sem tirar o elenco que interpreta Bob Dylan de seis maneiras diferentes.
É louco. Todos são ele, mas nenhum é ele. Entenderam? Reunindo as personalidades de cada um, eles formam o músico.
Tem partes metafóricas, poéticas. Romance, desentendimentos. Fama.
Obs: A Cate Blanchett tá demais!

As seis faces de Bob Dylan:



No direction home

Um documentário muito bem feito e detalhado. Bob conta que desde pequeno entrou nessa.. "vibe" UAUHA da música folk. Quando o pai dele comprou uma nova casa, o guri encontrou um violão e um aparelho de vinil com um disco dentro. Quando pôs pra tocar, se apaixonou. Nunca tinha escutado nada igual. Fala dos tempos de escola, quando não queria assistir às aulas, formou várias bandas.
A sua maior inspiração no início da carreira foi Woody Gruthrie, a quem Dylan foi visitar, numa espécie de hospício.
Enfim, tem muitas coisas a mais, muitos artistas folks, depoimentos com histórias e 3h de duração. Pra quem interessar..


Forever Young

Estava eu na praia quando vi esse livro pra vender. Me apaixonei, mas só pude folhear.
De Paul Rogers, o livro é uma ilustração da música Forever Young pra crianças.

"May you always be courageous, stand upright and be strong, may you stay forever young"

É muito bonitinho, pretendo comprar e no futuro (daqui a muito tempo, espero) ler pros meus filhos.

É isso, muito folk pra vocês e Parabéns, Bobby!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Lykke Li e Poesia

Já ouviram falar de Lykke Li? É uma cantora sueca, dona de uma voz fofa e forte ao mesmo tempo. Suas letras são de uma sensibilidade enorme e as melodias das músicas são cativantes demais também.

Lykke Li lançou o segundo álbum agora em 2011, o Wounded Rhymes. E já conhecia suas músicas ótimas e tocantes – Little Bit, Tonight, Let it fall... – mas quando vi o clipe que ela lançou há pouco de “I Follow Rivers”, foi... Inexplicável. Esse clipe exerce um poder sobre mim que me hipnotiza; perdi a conta das vezes que assisti. HAHAH
Bom, mesmo que seja parado e monótono, assistam o clipe. Tentem interpretá-lo, ainda que não tenham certeza vejam até o final antes de ler as interpretações que estão abaixo do video.





Viram? VIRAM? Estou encantada por esse clipe. É poético em demasiado; é tocante, profundo, emocionante... O clipe é tão poético que abre brechas para diferentes interpretações – o que é o maravilhoso da arte.

Então, por exemplo, no youtube está correndo diversas opiniões a respeito do clipe. Uns acham que ela está correndo na neve e o seguindo porque está batalhando pelo seu amor, e ele de inicio foge, mas depois se rende. Outros acham que por estar de preto ela é a figura da morte, e que segue alguém comum – o rio “river” nesse caso, que representa a vida, sem destino especial –, este alguém comum por sua vez tenta fugir da morte, mas a morte, como já o sabemos, é inevitável e o seduz no final. Li também que, como o ator tem traços de aparência do oriente médio, representaria, já que Lykke Li está vestida numa roupa que lembra a burca muçulmana, o atraso masculino por estes repreenderem as mulheres.

Qual interpretação está certa? Não sei, mas isso é que é fantástico, a meu ver.
Beijos, bom final de semana. :D

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Cisne Negro e Catarse


Tenho certeza que vocês já ouviram falar, ao menos, do filme “Cisne Negro”: que é muito bom e que a Natalie Portman mais do que mereceu o Oscar, etc... E esses dias fui ao cinema assisti-lo, com uma expectativa relativamente baixa, para evitar decepções. E, honestamente, não me decepcionei, pelo contrário, não vi as duas horas de filme passarem e foram duas horas muito emocionantes.



O filme conta a história de uma bailarina extremamente dedicada (Natalie Portman), com sua técnica perfeita, mas que não consegue se soltar e dançar com emoção. Ela faz o teste para o papel “Rainha Cisne” do balé “O lago dos cisnes” – Se forem assistir o filme, pesquisem sobre o balé Lago dos Cisnes, caso não conheçam a história – papel esse que exige que ela interprete duas personagens: o Cisne Branco, delicada, com movimentos suaves, e o Cisne Negro, ágil, perversa, sedutora. Para o papel do Cisne Branco ela é perfeita, mas para o Negro, não. E ela passa o filme se transformando no Cisne Negro, com todas as dificuldades que a tal transformação proporciona.


É um filme ótimo: chocante, amedrontador, surpreendente. Natalie Portman está perfeita nesse papel, perfeita; não tinha como não ganhar o Óscar.


Sei que quando o filme acabou, eu fiquei estacada na poltrona do cinema. Perplexa, imóvel. Estacada. Estacada. Olhei para minha mãe ao meu lado e ela estava igual. Eu entrei num estado de êxtase, de choque, como se eu tivesse virado monge budista e tivesse meditado até ir para outra dimensão... Chorando e rindo ao mesmo tempo, com uma sensação tão pacífica, tão eufórica, tão... Completa. E tudo isso devido a um filme. (!!)
Saímos do cinema comentando animadamente o filme e como ele se desenrolou, e eu ainda estava com a mesma sensação – e o rosto levemente inchado de choro, mas isso é detalhe. Minha mãe sorriu ao me ouvir tentando descrever aquela sensação indescritível e concluiu: “Tu entrou em um estado de catarse”.
Catarse... Hã? Catarse é um termo empregado para designar uma espécie de libertação, prazer ou serenidade que a poesia, a tragédia e a música provocam no homem.




“Este prazer (catarse) compõe-se de vários elementos: consiste num desafogo, um repouso, num modo de ocupar os lazeres – num gozo intelectual –, numa vantagem que não é inútil aos bons costumes; enfim, opera a catarse, palavra que uns traduzem por purificação e outros por purgação.
(...)
Aristóteles, (...) entende pela catarse uma expulsão provocada de um humor incômodo por sua superabundância. Do mesmo modo que a música apaixonada, a tragédia, bem concebida, deve determinar no auditório, que se deixou empolgar pelas paixões expressas, num gozo que, no final do espetáculo, dá impressão de libertação e de calma, de apaziguamento, como se a obra tivesse dado ocasião para o escoamento do excesso de emoções. ”




É uma das melhores sensações do mundo, se vocês querem saber, e quase fico triste ao saber que se eu assistir o filme de novo, não terei de novo a mesma sensação.
Mas quanto ao filme: assistam-no, assistam-no. :D Só não esperem se sentir do mesmo jeito que eu me senti depois de toda a minha “propaganda”; até porque eu acredito que seja algo muito relativo.
Beijos, meus lindos.

Fontes: minha mãe, rá, http://www.didacticaeditora.pt/arte_de_pensar/cap13.html, e Arte Poética, texto integral, de Aristóteles.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Coraline e o mundo secreto

Já ouviu falar da Coraline? Algo relacionado a botões, mundo paralelo e um pouco de almas. Uma guriazinha que acha uma porta dentro de casa, vai pra outro mundo (a lá Alice e Nárnia), paralelo, onde todos tem olhos de botões.
Lá em 2009, quando ouvi falar da animação que tava no cinema, achei bem bobinho. Depois de dois anos que fui conhecer bem a história, a Lou me emprestou o livro que ela ia dar pra biblioteca (me dá!!). Pra mim, esse livro tem cara de chuva.


Explicando melhor: "Neil Gaiman criou uma história envolvente. O livro, de 2002, conta a história uma menininha que se muda pra uma casa antiga. Totalmente desprezada pelos pais, ela resolve explorar. Numa sala quase não usada, Coraline encontra uma porta lacrada. É mucho louco. Ás vezes, quando ela abre a porta, lá dentro tem tijolos barrando a passagem, ou em outras tem corredor. Quando Coraline atravessa a portinha, encontra um mundo muito parecido e diferente do seu ao mesmo tempo. Todas as pessoas lá têm olhos de botões, são felizes até demais e prestam total atenção nela. Mas nem tudo é o que parece ser, babes."

A base da história é a mesma, mas a maioria do filme é diferente da história original. Gostei muito da animação do filme (que btw é stop-motion), com muita coisa dançante, colorida e louca. Mas os personagens são um tanto mau humorados, me fazendo escolher o livro como preferido. É bem bonitinha a história, acho que vocês puderam notar que me interesso por histórias de mundos paralelos e etc.. (cof, febre de Alice, cof cof)


Aqui o trailer:

http://www.youtube.com/watch?v=ddRv0IjJBfc (não consigo incorporar de novo, eba!)

"Quando a aventura bater na sua porta, pense duas vezes antes de abrí-la!"

Teve gente que, antes de ver, achou ser desenho de criancinha mas depois amaram - yo!

No filme chove e neva. Deve ser por isso a ligação que liguei entre a história e dias frios, nham. Depois de ver o filme me deu uma vontade de pintar o cabelo de azul! Vejam, e é isso. Au revoir!